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Pres. Dirceu Scottá: Firme de palavras como de ações. PDF Imprimir E-mail
Por Gretel Hoffmann   
13 de novembro de 2007

PRES. DIRCÉU SCOTTÁ:

FIRME DE PALAVRAS COMO DE AÇÕES E CONVICÇÕES.

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Pres. Dirceu Scottá
Esta XVa. Avaliação Nacional de Vinhos foi sem dúvida um dos encontros mais marcados pela emoção, já que após muitos anos de luta os Enólogos brasileiros tem a sua profissão devidamente reconhecida no país.

No entanto, como diz a música de Freddie Mercury, "The show must go on"...o show das vidas de todos os que participam na elaboração do vinho que é digno representante da Serra Gaúcha. É por isso que por parte dos organizadores, não foram poupados esforços para que os convidados de vários países do mundo se sentissem como se estivessem na sua própria casa.

A reclamação de Dircéu Scottá -Presidente da Associação Brasileira de Enologia- nas suas palavras de encerramento à degustação do passado 29 de setembro em Bento Gonçálves, foi a falta de eco no governo estadual, por não ter contado com ninguém representando ao organismo para fazer as honras de anfitrião estadual. Sobre essas e outras reclamações nas quais o setor vitivinícola brasileiro encontra-se embarcado, foi a primeira pergunta que o Sr. Scottá respondeu:

 

D.S.-Na minha colocação no discurso final, pelo menos, pedir ao governo do Estado...

não estou exigindo que a governadora se faça presente no evento, mas dentro do governo existem secretários, existe vice-governador, existem outras autoridades que podem representar. O que nos deixa indignados é exatamente essa falta de representatividade e o descaso de nem sequer enviar alguma mensagem. Quanto a isso também, como você bem colocou, espero que as outras reivindicações do setor, que também hoje cada vez mais vão crescendo em virtude da competitividade que nós estamos tendo com os vinhos, principalmente aqui no Mercosul... que sejamos melhor vistos, que sejamos um pouco mais amparados porque exclusivamente nós precisamos de um apoio, principalmente da parte do governo, que esteja ciente de que quer que o Brasil seja um país vitivinícola, um país produtor de uvas e vinhos e não somente um país importador.

G. -A lei sobre bebidas alcoólicas pode prejudicar as ações do setor?

D.S.-Na verdade isso acontece no mundo todo, o combate ao alcoolismo. Tanto é que

existem redes de spuermercados na Inglaterra que hoje já não compram mais vinho com graduação alcoólica acima de 13%. Porém acho que o vinho é uma bebida que está um pouco afastada deste consumo alcoólico exagerado. É um produto que, não resta dúvida, pronto para ser apreciado em poucas quantidades, não é um produto que você faz extravagâncias, que você bebe exageradamente. O vinho é uma bebida para ser apreciada. Por isso é que eu acho que o vinho não irá sofrer com o combate ao alcoolismo e sim bebidas tal vez com teores alcoólicos mais elevados e que estão expostas em outras ocasiões...

 

 

Como sempre, os meus parabéns à Associação Brasileira de Enologia e cada um dos que a compõem pelo excelente trabalho traduzido numa degustação conjunta que teve como cenários o Parque de Eventos da Fenavinho em Bento Gonçálves (onde estive) e a "cidade maravilhosa", em mais um esforço por levar a cada lugar e cidadão do Brasil, o seu direito de saber reconhecer e poder beber um bom vinho.

Eu, como habitante de uma região fronteiriça à qual chegam bons vinhos de várias partes da América e do mundo (bons e dos outros também), continuo afirmando que o que mais falta, AINDA, é dar esse "pulo" importante entre a qualidade de preferência e preço justo para um consumidor nem sempre com salário "classe A", para que o vinho continue sendo sempre a bebida popular e socializadora que Antônio Calloni colocou na gentil entrevista que me cedeu. Aqui no Chuí-Chuy, isso é o que esperamos todos...

 
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